Aprendemos a estar presentes para além dos nossos gostos e não-gostos apenas por nos sentarmos e deixarmos as coisas ser tal qual elas são. A dado momento poderemos ver a natureza primeira daquilo que está à nossa frente, de nós próprios – que não somos aquilo e quem pensamos ser, que tudo está interligado. O que surge naturalmente dessa percepção é aquilo a que chamamos de compaixão. No entanto, isto não é uma ideia de compaixão. Imaginem que caminham pela praia num dia de inverno e que a água está fria e têm as vossas roupas vestidas e sapatos calçados. Uma criança que se aventurou um pouco para mais perto do mar está em apuros. Provavelmente não vão pensar “A água está muito fria, não vou para ali, não quero estragar os meus sapatos…” Nem sequer têm tempo para isso. Vocês atuam. Esta é uma situação extrema e por isso parece “fácil”: nem sequer temos de pensar nisso. Não nos preocupamos com o “eu” naquele momento – como é que “eu” vou parecer, analisar o que “eu” estou a fazer, criticando a criança. Cada momento é assim. A cada momento temos a oportunidade de funcionar imediatamente da mesma maneira. Não é nada dramático! Começa aqui, comigo. Começa aqui com compaixão. O Dalai Lama diz “O desarmamento começa quando nos desarmamos primeiro”. Os indivíduos têm baixar as armas antes de vermos os governos por de parte os bombardeamentos. nucleares. Doutra forma não pode haver desarmamento. E o mesmo é verdade para cada momento.
Ensinamento de Sensei Amy Hollowell