“A meditação é repousar completamente. Não apenas fisicamente. Repousar completamente inclui largar todas as formas de esforço mental. A mente está sempre ocupada a fazer alguma coisa, tem uma enorme trabalho a fazer. Tem de suster o Universo. É como andar de bicicleta. Temos de pedalar constantemente. Se pararmos, a bicicleta não anda por si. Cai. Da mesma forma, se não criarmos este universo, esta realidade imaginária entra em colapso. Qualquer que seja o nome que lhe dermos, samsara, realidade, ilusão, simplesmente desaba. Portanto, repousar significa parar, deixar de fazer tanto esforço, parar de construir este mundo de ilusões, este mundo criado pela separação entre o ego e o outro, eu e tu, bom e mau… ”
(adaptado de No Self, No Problem, de Anam Thubten)
Proposta: talvez a maior ilusão seja a de nos sentirmos isolados, separados dos outros e da própria terra
a mais simples das práticas pode-nos ajudar a esbater estes contornos de separação: a respiração – é algo tão simples e “invisível” que se torna banal, que já não notamos nem apreciamos
respirar é respirar com tudo e todos, é dar e receber, expandir e contrair
estar presente à respiração é estabelecer uma maior intimidade com a vida
Meditar. Tem sido uma descoberta de um eu que desconhecia, ou que conhecia de vista…dizia olá e pouco mais…a meditação apresentou-me a mim. Sinto-me melhor, mais segura, mais calma, mais confiante. O caminho é ainda longo, quanto mais aprendo mais tenho a certeza de que nada sei…mas quero continuar a caminhar 🙂