O portão de entrada

No zen japonês há esta expressão “o portão sem entrada”, em que o portão pode ser uma barreira mas também uma passagem.

Uma das primeiras barreiras na nossa meditação e na prática de todos os dias é ter um objetivo determinado – o nosso objetivo ou objetivos podem tornar-se o portão sem entrada que não conseguimos passar. Ao ter um objetivo, estamos a predeterminar o caminho, quando a meditação está para além do “portão”. Em vez disso, Shunryu Suzuki fala da “mente de principiante” enquanto objetivo – uma mente fresca e descontraída, aberta a todas as possibilidades. Isso não significa que não possamos confiar nos benefícios de uma prática, mas sim  que vamos evitar as ideias preestabelecidas sobre o como, o quando e sobre as várias etapas do caminho. Não começaríamos uma prática sem estas expetativas, mas paradoxalmente, são estas expetativas que podem criar o primeiro obstáculo.

Tentemos então largar expetativas, o desejo que as coisas aconteçam de uma forma ou de outra… largar é o que temos de fazer para dar espaço para que outras coisas possam surgir. E isto, a cada momento. Quando nos sentamos, isso é simplesmente sentar, quando andamos, isso é simplesmente andar. E este momento é sempre novo, acabado de nascer, então, porque não olhá-lo como uma aventura?

 

Proposta: não saia de casa sem uma pequena prática – sentar, ou, muito simplesmente, respirar conscientemente.

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