estar à vontade em qualquer lugar

Quando achamos que a nossa prática de meditação está desinteressante, ou inadequada, ou que as condições não são favoráveis, e se achamos que somente numa caverna dos Himalaias, ou num mosteiro asiático, ou numa praia nos trópicos, ou num retiro em algum lugar da natureza as coisas poderiam melhorar, e a meditação seria mais forte, talvez fosse bom refletir novamente. Quando chegarmos à caverna, ou à  praia, ou ao  retiro, estaremos lá com a mesma mente, o mesmo corpo, a exata respiração que temos aqui, onde estamos. Passado algum tempo, vamo-nos sentir sós, ou querer mais luz, ou mais aquecimento, e o teto está a verter. Na praia, poderia estar a chover ou estar frio. Num retiro, podemos não gostar da comida ou do quarto. Há sempre algo para não gostar. Então, por que não deixar fluir e admitir que podemos estar à vontade em qualquer lugar? Exatamente neste momento, podemos chegar ao âmago de nosso ser e convidar a concentração a entrar e curar. Quando compreendemos isso, então, e só então, a caverna, o mosteiro, a praia, o centro de retiro oferecerão as suas verdadeiras riquezas. E o mesmo acontecerá com todos os outros momentos e lugares.

Jon Kabat-Zinn

Anúncios

One Comment Add yours

  1. Ana Lopes diz:

    Quantas vezes já não caí nesse erro de pensar que se fizesse meditação noutro lugar XPTO seria maravihoso!! É realmente uma ilusão. Ao ter tomado consciência desse sofrimento de nada me agradar, descobri o quanto não importa o local da meditação!

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s