mindfulness e impermanência 2

O meu primeiro professor do Dharma, Anagarika Munindra, costumava perguntar-nos: “Onde está o fim de ver, o fim de provar, o fim de sentir?” Claro que não há nada de errado com essas experiências – simplesmente não conseguem satisfazer a nossa ânsia profunda de felicidade. O maravilhoso paradoxo do caminho espiritual é que todos estes fenómenos variáveis enquanto objectos do nosso desejo deixam-nos com um vazio, enquanto como objectos de atenção plena tornam-se o veículo do despertar. Quando tentamos possuir e agarrar as experiências que pela sua natureza são transitórias, inevitavelmente ficamos insatisfeitos. Contudo, quando olhamos com consciência para a natureza continuamente inconstante destas mesmas experiências, já não somos tão conduzidos pela sede do desejo. Por “consciência” quero dizer a atitude de prestar atenção plena ao momento, abertos à verdade da mudança. Portanto não se trata de fechar os nossos sentidos e afastarmo-nos do mundo, mas de abrir o nosso olho da sabedoria e ser livre no mundo.

 

Joseph Goldstein, One Dharma

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