Sabedoria

Apesar da subtileza dos seus ensinamentos, o Buda tinha um teste simples para medir a sabedoria. Você é sábio, ele dizia, quando consegue fazer coisas que não gosta de fazer, mas que sabe irão resultar em felicidade, e de evitar fazer coisas que você gosta de fazer, mas que sabe irão resultar em dor e prejuízo.

Ele deduziu esse padrão de sabedoria do seu insight sobre a radical importância da ação intencional em moldar a nossa experiência de felicidade e tristeza, prazer e dor. Dada a importância das ações que, no entanto, são com frequência mal direcionadas, a sabedoria tem de ser tática, estratégica, ao fomentar ações que sejam realmente benéficas. Tem de ser mais astuta que as preferências míopes, para produzir uma felicidade duradoura.

Porque o Buda observou todos os aspectos da experiência, do grosseiro ao subtil, em relação às ações intencionais e os seus resultados, o seu padrão tático para a sabedoria também se aplica a todos os níveis, da sabedoria simples da generosidade até à sabedoria da vacuidade e da perfeita iluminação. A sabedoria em todos os níveis é sábia, porque ela funciona. Ela influencia aquilo que você faz e a felicidade resultante. E para que funcione, ela requer integridade: a disposição para olhar com honestidade para os resultados das suas ações, admitir quando você tiver causado dano e mudar o seu modo de agir para não repetir o mesmo erro outra vez.

in A Integridade da Vacuidade, de Ajaan Thanissaro

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